quinta-feira, 7 de julho de 2011

8 MOTOCROSS DE TURMALINA - 10 DE JULHO DE 2011

Para os amantes de esportes sobre 2 Rodas independentes de ser motorizado ou não vai aí uma dica para o final de semana:


Mais informações em: http://www.crosstrilha.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

Roubo de Bike!!!

O Mountain Bike é um esporte fascinante. Quando decidimos praticá-lo existe um ritual que quase todos passam. Primeiro começamos com as pesquisas incessantes na internet pelo modelo que mais nos agrada aos olhos, depois o que mais se adéqua ao nosso estilo e por último o que mais se adéqua ao nosso bolso. 

Infelizmente na maioria dos casos não conseguimos atender aos três requisitos e o requisito que acaba sendo mandatório na escolha da bike é o financeiro. Mas quando conseguimos encontrar um equilíbrio, a satisfação é imensa. 

Toda esta introdução é para que todos possam enter a frustração vivida por meu primo e por várias outras pessoas que tiveram suas bicicletas roubadas.  

Apenas algumas horas após a compra de sua primeira bike, a caminho de casa foi abordado por 2 elementos na Av. Amazonas e roubado. Para aqueles que não conhecem bem BH, a Amazonas é uma das principais avenidas e corta o centro da cidade.

Era 2 horas da tarde, avenida e calçadas movimentadas e mesmo assim os assaltantes não se intimidaram. Um deles portava uma arma de fogo e o outro uma faca. Na tentativa de fugir meu primo esboçou uma reação e por pouco não foi esfaqueado. Quando percebeu que o assalto era inevitável, ficou quieto e os assaltantes fugiram levando sua bike, mochila e outros pertences.

Após se recuperar do susto, procurou a polícia e vez o boletim de ocorrência. Uma busca com a viatura até chegou a ser feita nas redondezas, porem sem sucesso.

Estou divulgando as fotos da bike para que caso alguém a veja por aí alerte a polícia ou me mande informações.

  

  

  

  

  

 

Local do Roubo:

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Expedição ao Pico da Bandeira

Apesar do blog falar de bike não podia deixar de registrar esta grande empreitada: A "escalaminhada" do Pico da Bandeira. 


O Pico da Bandeira é o ponto mais alto dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, como também de toda a Região Sudeste do Brasil. É também o terceiro ponto mais alto do país, com 2.891,98 metros de altitude.

O Pico está localizado no Parque Nacional do Caparaó, na Serra do Caparaó,  divisa entre os municípios de Ibitirama (Espírito Santo) e Alto Caparaó (Minas Gerais).

Como de costume minhas aventuras sempre são programadas de última hora. Esta por exemplo, surgiu do nada no ambiente de trabalho e logo que a ideia foi lançada, vários “entusiastas” já se candidataram a participar.

Inicialmente a programação era:
  • Sair de BH na sexta-feira às 17hs em direção ao Parque do Caparaó 
  • Subir o Pico na madrugada de sexta para sábado e contemplar o nascer do sol
  • Retornar ao acampamento base (Terreirão) no sábado.
  • Descansar
  • Explorar algumas cachoeiras do Parque
  • Retornar a BH no domingo, por volta das 16hs
Participantes:
  1. André Cordeiro
  2. Armando Junior
  3. Luiz Ribeiro
  4. Magnus Herman
  5. Josmar Almeida




Mas o programado é sempre diferente do realizado. Apesar dos participantes serem os mesmos, nossa programação começou a mudar logo na saída, pois só conseguimos sair de BH na sexta-feira 18/06 às 17:45hs em direção ao Alto Caparaó. Na saída de BH nos perdemos e pegamos um grande engarrafamento em Santa Luzia. Somente estes dois imprevistos nos rendeu um atraso de mais de 2 horas de viagem. Como não seria possível chegar no parque antes das 22hs, decidimos ir para o sítio do Magnus em Manhuaçu, pernoitar e sair assim que acordássemos.

Mesmo com a saída de BH um pouco estressada, a viagem até Manhuaçu foi bastante tranquila. Paramos no Beleus para comer seus famosos pasteis e em Manhuaçu para comprarmos algo para fazer um lanche no sítio.





Chegamos no sitio por volta das 00hs, acomodamos nossas bagagens e fomos preparar o rango: ovo frito e pão de queijo com linguiça.

  

  


Acordamos por volta das 7hs, tomamos café, passeamos um pouco no sítio e fomos em direção ao Parque do Caparaó.

    

  

  

  
  
  
Chegamos na entrada do parque às 10hs30min, na Tronqueira às 11hs:30min e no Terreirão às 14:00hs. Da entrada do parque até a Tronqueira é um trecho de estrada de chão batido e alguns pontos de calçamento que pode ser percorrido de carro. Da Tronqueira até o Terreirão são 3,7 Km de caminhada. O nível de dificuldade é fácil para médio, um percurso muito agradável de trilha muito bem marcada e belas paisagens. Do Terreirão até o Pico da Bandeira são mais 3,2 km de caminhada. O nível de dificuldade neste trecho é bem maior, pois a trilha é mais ingrime, muitas pedras soltas e o efeito de sobe e desce escada muito mais acentuado.

  

  

  


Desde a entrada do parque até o Terreirão o que impressiona além da paisagem é a infra-estrutura para os turistas. Achei todo o percurso muito bem sinalizado com placas informativas sobre a região, trilha bem demarcada, banheiros bem conservados e limpos nas áreas de camping.


  

  

  

  

  

Na tronqueira tem um mirante com uma vista muito bonita para um grande vale, onde podemos avistar o Alto Caparaó e outras pequenas cidades e/ou distritos.

  

  

  

  

  

  

Nossa escalaminhada começou na Tronqueira a 1970m de altitude. Deixamos o carro no estacionamento, jogamos nossas mochilas nas costas e fomos em direção ao Terreirão.

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 


No Terreirão armamos acampamento, fizemos um rango rápido e exploramos um pouco a região. Lá em cima a temperatura cai muito rápido, chegamos por volta das duas horas e assim que o sangue esfriou da caminhada tivemos que começar a vestir as roupas de frio.

  

  

  

  

  

  

  
  

  

  

    

  

A cada hora que passava mais uma peça de roupa era vestida. Por volta das 20 hs o frio estava ficando insuportável e já tínhamos vestido todas as nossas roupas. Nesta hora o jeito foi entrar para dentro das barracas, dentro dos sacos de dormir e tentar descansar para a escalaminhada rumo ao Pico que começaria às 02hs30min de domingo. Por volta das 24hs o frio estava insuportável e maltratava muiiiiiiiiita gente despreparada.

As barracas haviam congelado e a temperatura ainda estava despencando. Quando saímos do Terreirão rumo ao Pico a temperatura estava em -6 Graus. É muito frio, todos os objetos que estavam fora da barraca estavam cobertos por uma fina camada de gelo. As extremidades do corpo como mãos e pés doíam, chegou um momento que nem sentia mais o dedão do pé.

  

  

  

  

  

  

  

A lua estava cheia o que facilitava muito a escalaminhada, quase não precisávamos de lanterna. Nossa estratégia é caminhar em um ritmo bem fraco para não transpirarmos muito e não chegarmos muito cedo no topo. O sol só saíria por volta das 5hs45min, então chegar muito cedo significaria sentir muiiiito frio.

A escalaminhada estava indo muito bem, até que por um descuido acabei caindo em um buraco e deslocando meu joelho. Já tenho o joelho fudi...  a bastante tempo e pisar em falso com a perna esquerda a chance de cair é grande. Imediatamente após a queda senti uma dor muito forte e não consegui mais apoiar a perna esquerda no chão.

  


Pra minha sorte o Josmar e o Luiz estavam ao meu lado neste momento. Então tive que passar minha mochila para o Josmar, a mochila do Josmar que era pequena seria carregada pelo Luiz que já estava carregando sua mochila. O Josmar então apertaria o ritmo da caminhada até encontrar o Magnus que estava sem mochila, carregando apenas um saco de dormir e lanterna.

Após reagruparmos, dividimos novamente a bagagem, diminuímos mais ainda o ritmo para que pudéssemos caminhar sempre junto. Chegamos ao topo às 5hs10min e o sol começou a nascer às 05hs30min.

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

    

  

    

      

  

  


  

   

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  
Apesar da dor e do frio o esforço valeu a pena, pois o visual lá de cima é muito bonito. Após contemplar o nascer do sol iniciamos a descida. O Magnus e o Luiz saíram na frente, pois estavam muito cansados e ansiosos para chegar no Terreirão.

Como estava debilitado, o Josmar e o Junior caminhavam de acordo com meu ritmo. Chegamos no Terreirão às 9hs30min, desmontamos o acampamento e fomos providenciar meu transporte até a Tronqueira, pois descer 3,7 km carregando uma mochila de 14kg e com o joelho estourado era inviável.

  

  

  

  

  

  

  

  

Por sorte o Luiz ao chegar no Terreirão encontrou o cara que faz transporte da bagagem de alguns turistas com uma mula e combinou com ele pra descer com a bagagem de todos e celar um animal para que eu descesse montado.

  

  

  

  

  

  

  

  


Luiz, Magnus, Josmar e Junior desceram caminhando até a Tronqueira e eu desci montado numa mulinha. Na Tronqueira arrumamos a bagagem no carro e fomos procurar um lugar para almoçarmos, pois estávamos famintos.

Almoçamos e pegamos a estrada rumo a BH.

O que levamos:
  • Comida:
    • Barras de Proteína
    • Barras de Cereais
    • Carbogel
    • Sopa de Feijão (desidratada)
    • Risoto (desidratado)
    • Miojo
    • Salaminho
    • Café solúvel e capputino
  • Bebida:
    • Água
  • Camping:
    • Fogareiro
    • Isolante Térmico
    • Saco de Dormir
    • Barraca
Dicas para os que querem se aventurar:
  • Se prepare para o frio, leve um saco de dormir para temperaturas negativas (até -10°C)
  • Não inicie a caminhada rumo ao topo muito cedo para não passar muito frio lá em cima

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